Não queria largar do Hi-Res (até 24 bits/192 kHz) / Review de 1 mês no Qobuz

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Kitinho
May 2, 2026

Meu mês grátis de teste da plataforma de som Qobuz encerrou no Dia do Trabalhador, e com ele veio a decepção de voltar a usar Spotify por um tempo. Até julho, quando a assinatura anual que paguei acabar. Mas assim que possível vou retornar ao Qobuz por 5 razões principais que vou listar aqui.

Antes disso, porém, segue minha breve história com aparelhos de música.

Galeria de álbuns e playlists no aplicativo Qobuz, exibindo uma grade com capas de diversos álbuns de música brasileira e internacional. A interface inclui títulos de faixas, nomes de artistas, ícones de classificação (IMDb), controles de reprodução na parte inferior (play, pausa, próxima faixa, volume), uma barra de progresso, e um ícone de usuário no canto superior direito. O fundo é escuro com texto em branco, típico de um aplicativo de streaming de música em modo noturno.

Quando eu tinha onze anos, ia para a escola de van. A van era bem barulhenta, o que me fez pagar de cool com um MP3 player que era um pendrive branco. Baixar música no 4Shared foi minha primeira experiência de autonomia musical. Não que em minha casa não houvesse música. Minha mãe sempre curtiu MPB da época (Tribalista, Alceu Valença), meu pai curte bregas e o bom sertanejo de Luiz Gonzaga. Minha ex-irmã mais velha era fã de RBD. Mas fui eu que comecei a me mergulhar em música que julgava diferente. Charlie Brown Jr. era o auge do disruptivo.

E assim passou: eu e esse MP3, depois um celular velho, depois um iPod Touch, depois um celular menos velho, depois o MP3 de novo. Em um ponto, eu só usava pirataria no celular mesmo.

Quando tive o MacBook, eu baixava do YouTube e colocava capinha bonitinha, alterava o nome, botava a letra certinha. Aprendi sobre música garimpando e tendo contato manual. Acho que teria adorado o MySpace.

O Spotify só entrou na minha vida com acesso à universidade e seu desconto estudantil — que, em vez de valer um almoço, valia menos que uma coxinha dos amarelhinhos da UnB. E assim, a melhor parte dele é a praticidade. Mas os algoritmos mataram uma coisa que eu já tinha e sempre gostei de ter: eu venho sendo cada vez mais funilado em músicas que curto, mesmo sendo um ouvinte ativo.

Cartaz de campanha de boicote cultural com imagem de um CD intitulado "Music for Genocide", convocando músicos e gravadoras a remover sua música de plataformas israelenses em protesto contra violações de direitos humanos.

O caso da criadora do Wrapped: Começamos com um caso de injustiça: o Wrapped do Spotify foi ideia de uma estagiária negra que foi despedida e nunca recebeu reconhecimento por sua criatividade dentro da empresa.

Pagamento injusto aos artistas: Pagam muito pouco aos artistas que eu escuto, em sua maioria indie. É uma empresa e um modelo que moem e matam as pessoas e suas criações no falseamento de desejo.

Design ruim: O design sempre foi feio. Antes era até melhor. E cada vez mais parece um TikTok. Ao contrário de muita gente, eu gosto do modo claro (Frutigier Aero Baby).

O óbvio: O streaming não dá dinheiro pro artista, mas dá dinheiro para sionistas de "israel" manterem um genocídio contra palestinos e outros povos da Ásia Ocidental.

Por isso, mesmo que boicote não seja uma grande tendência no Brasil, quero entrar nessa onda de boicotar ao máximo que puder. Vou me juntar com esses artistas que tiraram sua música do Spotify.

5 Razões Para Usar o Qobuz

1. Não financia o genocídio em Israel

De acordo com Factually: "Os materiais públicos da Qobuz e os rastreadores de terceiros indicam que o serviço de streaming opera em um conjunto limitado de países e regiões, em vez de estar amplamente disponível em todo o mundo, e essas fontes não incluem Israel entre os mercados oficialmente suportados a partir de 2026. Ao mesmo tempo, o Qobuz hospeda artistas, playlists e páginas de gravadoras israelenses — demonstrando que a música israelense está disponível no serviço para usuários nos mercados suportados —, mesmo que a questão de saber se residentes israelenses podem se cadastrar ou utilizar um serviço local israelense permaneça sem resposta nas informações disponíveis.

Traduzido com a versão gratuita do tradutor - DeepL.com

2. Paga os artistas em percentual correto

Diferentemente do Spotify, Qobuz oferece um modelo de pagamento mais justo.

3. Design bonito e qualidade de som perceptível

Eu pensava que meus fones eram ruins, mas eles só não rodavam Hi-Res. O que faltava era poder botar a música em um Hi-Res. O Qobuz Connect, anunciado no Munich High End, permite que usuários transmitam e controlem música diretamente em qualidade de CD/lossless e Hi-Res (até 24 bits/192 kHz) em todos os dispositivos Hi-Fi compatíveis, usando o app Qobuz (móvel ou desktop).

quadro de opções de transmissão do qobuz.

4. Curadoria manual e humana

5. Sem música de IA e sem IA farm

Os Problemas

Qobuz tem seus problemas: perfis de artista em branco, alguma falta de músicas, tempos de carregamento maiores. Mas nada que não melhore com o tempo.

Mas bora investigar direito o Qobuz, porque vai que, né? Tipo uns 2 anos atrás, uma galera saiu do Medium e do X (antigo Twitter, atual 4chan) para usar Substack — que é uma plataforma que já apoiou discurso redpill e nazi-fascista. Não vamos sair da mão do mal para cair na palma da maldade.

O nome Qobuz é também conhecido como kylkobyz, um antigo instrumento de corda curvo turco, espalhado entre cazaques.

De 2014 a 2020, a empresa teve parceria com a revista britânica de música clássica Gramophone, sob a qual a revista usava Qobuz para publicar playlists recomendadas.

Qobuz foi incapaz de garantir financiamento e enfrentou dificuldades financeiras. Em 2015, foi adquirida pela Xandrie SA.

Em abril de 2020, durante os primeiros meses da pandemia de COVID-19, Qobuz devolveu 100% da receita do primeiro mês pago de cada novo assinante aos detentores de direitos.

A empresa, francesa, foi lançada em 2007 por Alexandre Leforestier e Yves Riesel. É de propriedade da Xandrie SA. Qobuz alega disponibilizar mais de 100 milhões de faixas em qualidade de CD e "Hi-Res" (24 bits até 192 kHz). As faixas adquiridas são oferecidas sem restrições de DRM.

Parece tá limpo por enquanto.

Mas, mesmo que seja um movimento de boicote, é redução de danos.

Estou voltando pro mp3 branco, CDs e vinis